Texto: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn 6.10).  


Introdução: Quando da instituição da igreja primitiva, os apóstolos definiram como deveriam exercer os seus ministérios. Isto fica claro em Atos 6.4: “e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra”. E a oração era uma das marcas indeléveis daquela comunidade, deixando para os nossos dias o exemplo a ser seguido. Veja abaixo:


1. Os crentes oravam em horários determinados. 

“Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona” (At 3.1).

“No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar” (At 10.9). 

Isto significa compromisso, disciplina e visão espiritual.


2. Perseveravam na oração. 

“E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4).

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42).

A perseverança é uma das marcas das pessoas cheias do Espírito Santo, pois creem no que estão fazendo, são pessoas dotadas de inteligência espiritual, conforme vemos em Cl 1.9-12. 


3. Oravam unânimes. 

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 4.24).

A concordância é a garantia de sermos ouvidos por Deus e obter sucesso na empreitada. Veja Mt 18.19, 20.  


4. Oravam esperando serem atendidos. 

“Agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus. Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.29-31). 

Eles tinham um foco e sabiam que seriam atendidos pelo Pai, pois a motivação estava alinhada com a vontade de Deus, era uma oração profética.


5. Oravam e também jejuavam.

“Respondeu-lhe Cornélio: Faz, hoje, quatro dias que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que se apresentou diante de mim um varão de vestes resplandecentes” (At 10.30)

“E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (At 14.23). 

Oravam e jejuavam, pois necessitavam da direção clara de Deus, com relação aos obreiros que estavam sendo levantados para o exercício do ministério. Foram abençoados através da oração e jejuns, pois a igreja se tornou um exemplo para nós dois mil anos depois. 


6. Oravam quando se despediam. 

“Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (At 13.3)

“Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles” (At 20.36)

“Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos” (At 21.5).

A oração era uma prática em todos os momentos, pois sabiam que seriam bem sucedidos se assim o fizessem. 


Conclusão: Isaias 55.6 nos ensina como deve ser o nosso viver diário: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”

Ministério Monte Sião

Ministério de Células - Esboço de Roberto Pires Gonçalves e M° de Lourdes E. Gonçalves

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