TEXTO: João 12:1-6

“Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.

Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.

Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.

Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:

Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?

Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.”

Introdução: O texto apresenta três diferentes atitudes de adoração, duas delas são consideradas de suma importância, mas a terceira produziu um efeito visivelmente impactante. Analisemos estas atitudes e seus respectivos resultados:

1) Servir a Jesus – primeira forma de adoração mencionada no contexto de Jo. 12 no versículo 2: “Deram-lhe, pois, ali uma ceia. Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam com ele (Jesus) à mesa.” Marta preocupava-se em receber Jesus com a casa arrumada, com a melhor comida, mantinha-se ocupada com a organização daquele “buffet” pra Jesus e, com certeza, também para os demais convidados. Sua atitude de modo nenhum estava incorreta, afinal a Palavra diz: Teme o Senhor teu Deus e serve-o.” (Dt. 6: 13a), *ler também Lc. 4: 8 e Jr. 48: 10. Mas talvez sua motivação estivesse errada. Quando estamos servindo, nem sempre estamos nos importando em tocar profundamente seu coração, expressando nosso amor pelo Mestre através da atitude de servi-lo. Muitas vezes buscamos Seu reconhcimento, ou mesmo dos nossos líderes e dos colegas de ministério, uma vez que o serviço é uma atitude notória apenas entre aqueles que estão mais próximos de nós, não exercendo muita influência sobre aqueles que estão mais distantes, ou que não têm tanto entendimento quanto os líderes. Lembra quando Marta cobrou a  Jesus por estar batendo papo com Maria enquanto ela “se matava na cozinha”? (Lc. 10: 38-42). Quando servimos com motivação errada nos tornamos pessoas questionadoras, que acham que Deus é obrigado a fazer tudo da maneira que queremos, pelo fato de “fazermos tudo para Ele”.

2) Disposicão e sede de estar na presença do Mestre – Também no versículo 2 está escrito que “Lázaro era um dos que estavam com Jesus à mesa”. Lázaro como sacerdote daquela família (por ser o irmão mais velho), não se mostrou muito preocupado em receber os convidados, nem se a comida que sua irmã fez estava boa e à nível dos presentes. O que ele queria mesmo era estar assentado no lugar mais próximo de Jesus, beber mais do que Ele tinha a oferecer, afinal Ele poderia realizar milagres ali a qualquer momento. Lázaro estava atento às palavras e à unção que vinham de Jesus, comendo o pão que era partido pelo Mestre e distribuído por suas mãos apenas para aqueles que se assentam com Ele à mesa, que não perdem tempo estando ocupados demais com o “serviço ao Reino”. Porém alguns se tornam crentes me dá me dá, que não abrem mão de nada em favor do próximo, nem se dispõem a fazer algo para ajudar na organização de cultos e eventos alegando que servir na casa do Senhor não significa ter intimidade com Ele. Então começam a tornarem-se vazios por causa da inversão de valores, passam a criticar os cultos dizendo que não têm unção. Não têm aliança com os líderes, abrindo mão da célula, dos cultos e do serviço no templo para marcar presença em outros eventos, tais como shows, apresentações de bandas evangélicas (ou não) ou quaiquer eventos realizados até mesmo em outras cidades, não dando prioridade ao lugar onde congregam e recebem o alimento diário, onde engordam com a unção e não transferem nada para os que estão menos cheios daquilo que Deus tem dado gratuitamente, para alcançar a outros usando cordas humanas e laços de amor. Vivem correndo atrás de um mover, e muitas vezes nessa busca acabam bebendo “água suja”, mas não atentam para o fato de que o mover de Deus pode ocorrer em qualquer lugar, basta apenas que um coração quebrantado e cheio de amor verdadeiro, esteja clamando por Ele.

3) Humilhação e entrega – (Jo. 12: 3-3) Jesus chegou para ceiar, Marta o serviu, Lázaro assentou-se ao seu lado, “Então Maria pegou uma libra de bálsamo de nardo puro, muito caro, e ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. Toda a casa se encheu com o perfume do bálsamo.” Ela simplesmente se desfez do que tinha de mais valioso através de uma atitude aparentemente desprezível, só para expressar para Jesus que seu coração estava estranhamente cheio de uma paixão sobrenatural, a qual as suas emoções, sua razão e seu físico não puderam conter. Nem sempre quando estamos servindo no lugar onde a presença de Jesus está sendo manifesta, estamos com o coração cheio de amor por Ele. Muitas vezes não está nem cheio de vontade de estar ali servindo. Nem sempre que estamos no lugar onde Jesus está estamos afim de entregar nossas vidas à Ele, na maioria das vezes estamos interessados no que Ele entregará para nós. Servir ao Senhor nos traz benefícios, porque a Palavra nos fala que Deus não é injusto para se esquecer das obras das nossas mãos. Estar ao lado de Jesus nos traz segurança, afinal Ele é poderoso e dono de todas as bênçãos. Porém o entregar-se a Ele, e humilhar-se diante d'Ele levanta oposição contra nossas vidas, somos rejeitados tal como Jesus foi.

Quem deseja isso para si? (Jo. 12: 4-5“Mas um de seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, que mais tarde iria traí-lo, objetou: Por que este bálsamo perfumado não foi vendido por trezentos denários e dado aos pobres?”)

Quem é o ladrão? (Jo. 10:10 “O ladrão não vem, senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida, e vida em plenitude.”)

Quem influenciava a Judas naquele tempo? (Jo. 13: 26 – 27 “Respondeu-lhe Jesus: “É aquele a quem Eu der este pedaço de pão molhado no prato.” E tendo molhado o pedaço de pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. 27Assim que Judas comeu o pão, Satanás entrou nele. Então disse-lhe Jesus: “O que tens para fazer, faze-o logo.”)

Se imediatamente após comer o pão Satanás entrou nele, é porque já andava com ele, não teve que vir de longe e convencê-lo a deixá-lo entrar.  Porém eis o que há de impactante na adoração daquela mulher: o seu gesto chamou a atenção de todas as pessoas que estavam presentes naquele local, se estendeu a todos, causou polêmica, fazendo com que o próprio Jesus se levantasse em sua defesa.

Conclusão: A adoração íntima, manifesta o que está em oculto, para que o próprio Jesus interfira no reino espiritual, desfazendo as obras ardilosas do diabo, ou até mesmo as suas intenções. Faz com que todas as pessoas voltem-se para Jesus, e não apenas algumas que estejam mais próximas. O texto diz que toda a casa se encheu com o perfume do bálsamo, o que atraiu a todos foi o cheiro do bálsamo não de Maria, bálsamo é óleo, e óleo simboliza Unção. Quando assumimos e expressamos públicamente que Jesus é a razão da nossa vida e a motivação da nossa atitude de adoração, produzimos uma unção sobrenatural que faz com que Ele se manifeste, para que todos possam olhar para Ele.

Esboço feito por: Maria Andressa Morello de Freitas

Publicado em Ministério Monte Sião – Ministério de Células