Texto: “assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros(Rm 12.5).

Introdução: Como é maravilhoso pertencermos a família da fé, termos irmãos, sermos um corpo vivo, sermos membros de uma família.

Nesta grande família não somos iguais, há variedades de pessoas, personalidades, hábitos, gostos, tendências, predileções, pontos de vista, ideias; mas nem por isso deixamos de ser um “organismo vivo”.

O presente estudo vai nos mostrar à luz da Palavra como deve ser o nosso relacionamento.

Podemos observar no texto titulo que fazemos parte de um mesmo corpo e que para este corpo funcionar em perfeita harmonia cada parte precisa auxiliar a outra com excelência em sua função, isto quer dizer servir com excelência para que a outra parte também possa fazer suas funções por excelência. (engrenagem que tem por base o amor de CRISTO).

1. Um relacionamento de amor.

Veja este texto da Palavra: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10).

Veja também:

“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Rm 13.8-10);

“Tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pe 4.8);

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34, 35);

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16).

O amor que devo ao meu irmão não é opcional, é um imperativo: “amai-vos cordialmente”.

2. Um relacionamento de perdão não de condenação.

A Palavra de Deus é muito clara e enfática quando trata deste assunto: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”. (Cl 3.13, 14).

Veja também:

“Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.32);

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.14, 15).

As instruções de Jesus quanto ao perdão são serias e trazem consequências para aqueles que decidem por não perdoar. perdoando as nossas ofensas assim como nós temos perdoados a quem nos tem ofendido”(Mt 6.12).

3. Um relacionamento de solidariedade.

“Quem do outro se compadece de si mesmo lembra” (poeta George Helbert).

“Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele”(Lc 10.33-34).

O ensino da Palavra é muito claro quando nos diz que não podemos ser indiferentes; as necessidades do irmão são minhas também – “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2);

“Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis” (Rm 12.13).

Veja também: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?” (1 Jo.3.17).

Jovem rico: “Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me"(Mt 19.21).

A piedade traz alegria e contentamento: Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama” (Sl 41.1-3).

O trabalho dedicado ao próximo, move o coração do Pai: Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos” (Hb 6.10).

4. Um relacionamento de tolerância.

Por natureza nós somos muitas vezes rabugentos, não gostamos de tolerar nosso irmão; mas quando lemos Romanos 14, aprendemos que o irmão fraco precisa ser alvo da nossa tolerância. “Não te irrites, mas tolera com amor”.

Veja também: “Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam” (Rm 15.1-3).

Busque a tolerância, o domínio próprio, a misericórdia!

5. Um relacionamento de aceitação não de repulsa.

Quantas vezes temos dificuldades de suportar um irmão pela sua aparência ou atitudes, mas, qual é o ensino da Palavra? “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2).

Veja também: “E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porquanto o recuperou são e salvo. Indignou-se, porém, ele, e não queria entrar. E saindo o pai, o consolava(Lc 15.25-28).

6. Um relacionamento de oração

Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo (Tg 5.14-16).

É meu dever orar em favor do meu irmão; quando oramos em favor do nosso irmão, o nosso relacionamento com ele muda totalmente. (por quantas pessoas do seu rol de amigos, parentes, conhecidos até mesmo os inimigos você tem pago preço de oração por eles?).

O melhor que podemos fazer pelo nosso irmão é orar por ele. Jesus fez isso (Jo.17.9-26).

Conclusão: Que o Senhor nos ajude a fim de que tenhamos um excelente relacionamento com o nosso irmão.

Roberto e Lourdes

2019 – chamados para servir!