Texto: “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” (At 10.36).

Introdução: Tradução do hebraico “SHALOM”, que não significa apenas ausência de guerra, inimizade e brigas, mas inclui também tranquilidade, segurança, saúde, prosperidade e bem-estar material e espiritual para todos (Sl 29.11; Jo 20.21).

Portanto verdadeira paz só em cristo jesus – Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”(João 14.27).

1. A paz é um resultado da morte de Cristo na cruz.

“e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Cl 1.20).

“e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Ef 2.16).

Com a morte de Cristo da cruz, o abismo que existia entre o ser humano e o Pai foi anulado e fomos reconciliados através de um sacrifício vicário. 

 

2. A paz tem a sua origem em Deus.

Quando olhamos para a história da criação podemos ver muito bem esta afirmação, pois, deus criou todas as coisas e um jardim onde o homem vivia em perfeita paz e harmonia com tudo que foi criado.

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

O Pai é a fonte de toda paz. Nele está a nossa segurança, estabilidade, proteção e salvação que necessitamos.

3. A paz é um Fruto do Espírito Santo.

“o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22,23a).

Este fruto é desenvolvido em nós pelo Espírito Santo, quando Ele nos ajuda a cumprir os princípios de Deus dando-nos um coração novo.

Veja: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36.26, 27).

4. A paz é fruto da obediência.

“Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar. Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar” (Is 48.17,18).

“Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem” (At 5.32).

Aprender com o Senhor os caminhos que devemos andar, isto é, obediência a Ele, traz paz ao nosso coração.

5. A paz é uma dádiva do Senhor.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27).

A verdadeira paz é uma das promessas de Jesus para nós, contidas em João 14, que demonstra o seu cuidado para conosco.

6. A paz é o resultado da fé.

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade” (Ef 2.13, 14).

Se creio no Senhor, tenho paz no meu coração.

7. A paz deve ser anunciada por nós.

“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15).

Os pés dos anunciadores da paz são formosos – “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7).

A ordem de Jesus foi expressa: “ide e pregai o evangelho a toda criatura”, este evangelho não é outro senão o evangelho da paz dita em Efésios 6.15 – Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz”.

 

8. A paz entre os homens deve ser buscada.

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. (Hb 12.14-15).

A graça que recebemos, precisamos transmiti-la, para que a nossa comunhão com o Pai seja plena. A amargura, que vem pela ausência da paz contamina e traz perturbação.

Amar o próximo como a si mesmo é: “não se aquietar quando se recebe este evangelho da paz. Mas sim, sair imediatamente a anuncia-lo aos que ainda não tiveram a mesma oportunidade que você ainda”.

Conclusão: A verdadeira paz podemos encontrar somente em Jesus, pois ele é o Príncipe da Paz.

Roberto e Lourdes

2019 – Chamados para servir!